SARAU LIBERTÁRIO
QUESTIONÁRIO DE APRESENTAÇÃO
Nome:
Data do Aniversário:
12/07.
Cidade onde mora:
Onde nasceu:
Pouso Alegre - MG.
E-mail: consoli@uai.com.br
Site:
http://www.geocities.com/robertoconsoli/
O que escreve?
Contos, crônicas, poesias.
Já publicou livros?
Qual livro mais gostou de ler:
O que espera deste grupo?
Fale um pouco sobre você: Roberto
Cônsoli possui um espírito inquieto, está sempre buscando, seja na
Literatura, na música, seja no traço do seu pincel, algo que defina a Existência
Humana. Nasceu
em Pouso Alegre , sul de Minas . Veio para Belo Horizonte, onde formou-se em
Odontologia pela U.F.M.G. Tem uma visão unificada
do cosmo, e supõe que tudo faz parte de um todo indivisível.“ Uma
folha que cai de uma árvore, repercute em todo o Universo” - diz ele. Gosta
dos animais, das plantas, do silêncio, da vida simples e despretensiosa do
campo. Algumas de suas telas e alguns de seus textos, são um tanto polêmicos,
motivados, naturalmente, pela sua peculiar maneira de ver as coisas. É casado e
vive num
sítio nas imediações de Belo Horizonte, acompanhado de seus grandes amigos:
Uma cadela, um papagaio e um gato. Além dos muitos passarinhos, tiús, gambás,
coelhos, micos etc. Pequena
Biografia escrita por José João Junior - Um grande amigo.
Catarse.
O político disse que desdisse o dito, falou sobre nadas, pensando no tudos (sic), comprou emoções na esquina, pagou com fundos públicos, e escafedeu-se... balançou o galho da roseira e saiu, deixando no ar um cheiro corrupto. Como é mesmo o nome dele? Já sabíamos do fato, quem não sabia? O estouro foi grande, a manobra arriscada, mas o dinheiro saiu, partiu, sumiu, ninguém viu. Mas o povo é bonzinho... sempre paga a conta... resignado, resignado! Por que as nuvens passam sem deixar rastros? Por que a formiga trabalha e a cigarra canta? Responda-me, do contrário lhe faço presidente do Banco do Brasil, ou lhe coloco Ministro. Uma história comovente essa, diferente daquelas que vemos na telinha, não é mesmo? Prantos ou gargalhadas? Tanto faz, a tragédia é sempre a mesma... o palhaço sempre chora no fim. Não me lembro mais dos versos do poeta sobre a madrugada fria! Será que foram palavras quentes ou só mornas divagações que o tempo esfria? Palavras ditas no escuro parecem ter mais vida, pelo menos são mais férteis, ou são mais fúteis, ou serão mais fartas e fáceis? Quem disse que o sol não virá amanhã? - Opa!... não me diga uma coisa dessas, como é que eu vou secar as roupas? Aquele cara de bocomoco já aprontou mais uma, hem? Quero ver como ele vai se safar dessa, ah... se quero, acho que não tem saída não sô, só entrada... pelas portas de uma bela pizzaria. Safa! eles estão ai de novo, prontos pra outras... Cervejas geladas, gelo rodando no copo, ou mesmo pinga debaixo do balcão né... pra não dar na cara! Eles quase sempre não dão na cara... Mas sempre acertam a cara do povo que está anestesiada desde a República. A bola rolou no fim de semana, o povo continua sorrindo, e o filósofo continua não fazendo a barba; ou é a barba que não faz o filósofo? O rio corre para o mar, e o mar corre pra onde? Qui o quê rapaz!... O mar é brasileiro, o mar não corre, descansa nas praias, toma sol e namora a areia. Quê!... Engraçada é a vovó, que anda de bicicleta de sombrinha e trepa nos tamancos todo dia, porque tem saudades do vovô, ora essa! O dia se foi mais uma vez, as notícias continuam as mesmas - alguns morreram no tráfego, muitos morreram do tráfico, outros de morte morrida, e muitos... muitos de morte matada. As drogas correram soltas na festa dos peões do povo... Uns ficaram até o dia amanhecer, outros tiraram o peso da consciência e foram dormir de cabeça vazia e de rabo cheio. Mas a consciência é um bicho danado sô, mesmo sem peso continua beliscando e não deixa ninguém dormir em paz. Festa de políticos é assim mesmo, sempre acaba em pesadelo para o povo e em (real)lidades pra eles. Olha aquele ali! Tentando manter-se em cima de um tronco seco, veja como ele usa as esporas! Esta treinando pra montar no povo, ou será no polvo, acho que é pra cavalgar o povo e andar de Volvo. Pessoas passam na rua balançando sacolas brancas, bandeiras descoradas e vazias. Cadê o verde-amarelo? E o azul, quede? Jogaram água sanitária nas cores que escorreram pelo chão se misturando com o barro. Onde estão os comandantes do mundo, os bonecos robotizados, teleguiados pelo Império? Ah, já sei, discutindo os buracos da peneira com que tapam o sol, né mesmo? Atrás da fumaça brilha o fogo dos canhões, choram as crianças e as mães desesperadas cobertas de areia e pó. Enquanto isso na Casa Branca o presidente fica, justifica, mistifica, fere e, ah sim!... Defeca.
Cônsoli - 07-04-2004.
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