VELHA
AMIGA
Autor: Adolpho J.
Machado
Ruas, praças e
recantos;
Percorrendo vou,
e, a sonhar
Procuro em vão
velha amiga;
Com todos
aqueles encantos
Que hoje à
memória me vêm
Mas apesar da
solicitude
De pássaros que
cantam
Em frondosas
árvores
Ela não
aparece
Trata-se da
minha juventude!
E, um sorriso
triste que,
já violenta
rugas de lábios frouxos,
à guisa de
chave, descerra
a lousa que, num
tempo distante,
inumou restos de
sonhos oprimidos,
para lembrar
apenas,
de belas
madrugadas!
Conversando com A. J.
Machado
Ettiène Guérios
-
-
Eis
que
-
numa dessas
madrugadas
-
que em
lembranças estava eu a vagar
-
percorrendo ruas, praças e
recantos,
-
percebo nos espaços
-
entre novas rugas que estão a se
formar
-
que a velha amiga não me é amiga velha.
Eis que
nessa
madrugada
ela aparece
e
percebo
ser eterna a
juventude em meu ser.
Velha
amiga
estás
comigo
e eu
que não a via
!!!!!!
Ettiène Guérios
09012003

Tema do filme:
Em algum lugar do passado