CALADO
Sou andarilho de buscas
que me fogem.
Sou caminheiro de
solidões que me calam
Os sorrisos que
escancarei por deboches
são mudos dos
amores que ora me exalam.
Sou rocha desnuda
tombada que gargalha
olhando sol derramando
horizonte em mim
Sou lua que desponta
sorrindo madrugada
sou só, sou free do meu
eu que vivo enfim
sou só risos
sorrindo mudo tão debochado
das buscas deste meu
mundo, todo calado.
"Agora, eu rocha,
quem se atreve a britar-te?
Se o que buscas ainda
andarilho é distante
o que lhe deve
porvir é alma a lapidar-te".
das solidões que
me calam sou caminhante.
Luiz Antonio Barbosa
Gigio Poeta

Gente humilde