Era uma vez uma mangueira muito bonita, cujo nome era Candoca. Era a mais linda àrvore da fazenda. Foi plantada na Sede, ao lado de um belo lago de águas cristalinas, onde ela se mirava, orgulhosamente bela...
Vários peixinhos gostavam de admirar sua beleza. Além disso, Candoca era a preferida pelo filho do dono da fazenda. Ele se chamava Príncipe. Tinha cabelos dourados e sua pele era corada. Candoca gostava muito de Príncipe e ele dela.
Passaram-se muitos anos. A mãe de Príncipe foi embora para a cidade. Ele
foi internado num Colégio e pouco ia à
fazenda
Com o correr do tempo, Candoca foi-se envelhecendo, perdendo os galhos e
já não dava mais sombra. Seu tronco estava ficando nodoso e nenhum pássaro
queria mais fazer ninho na sua copa. Todavia, o administrador, vendo aquilo,
mandou que cortassem Candoca.
Depois de muito tempo, o Príncipe chegou. Estava casado e já era papai.
Candoca ainda vivia um
pouco, alimentando-se das raízes e da esperança de rever seu pequeno amigo, que
agora já era um homem.
Príncipe chegou ao pátio e disse, com indiferença, escorando-se no tronco
de Candoca:
-Está faltando algo aqui. Não sei o que
é...
Isto foi o bastante para
Candoca morrer. Morreu de tristeza. Foi esquecida por quem mais amava e que, na
infância, chupava suas melhores frutas, conversava com ela e até lhe pedia
conselhos. Quantas vezes a sua sombra protegeu-o do sol? Quantas vezes seus
galhos lhe serviram, para horas de
prazer?
Não. Candoca não poderia
agüentar a indiferença do Príncipe... De todos sim. Agüentou até a serra do
administrador.
Agora, o que doía nela era aquela dor interior, aquela dor de mãe que se sente abandonada pelo filho.
Foi esta tristeza que matou
Candoca...
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Texto escrito por Antônio Neves de
Carvalho Júnior, aos 8 anos de idade, baseado num livro lido na escola, e
escrito como trabalho pedido pela Professora. Este texto faz parte de seu livro
:SONHANDO...ACORDEI... escrito com temas de aula, Dever de Casa, dos 6 aos
14 anos de idade.
Júnior é filho de Jandyra
Adami.
