
A
noite de meu ser.
Silêncio
que aquieta a alma
Que
inebria e aquece
Que
traduz a calma
Que
embriaga e enfraquece.
Solidão
que traz silêncio,
Traz a
paz, desvenda segredos
Entontece e esmaga
Fere o
ventre e nos dá medo
Amor de
coração vibrante
Luzes
cintilantes cruzam o tempo
Cantado ...
desvelado
Corre feito
luz, enlouquece como o vento..
Amor
profundo, profano
Daqueles
que te dá vontade de esquecer,
Mas te
acorda no meio da noite
Te desperta
e te estonteia, conseguindo te deter.
No claustro
embevecido de meus sonhos
Reconheço
a timidez e a pequenez de meus versos descontentes
Como um
canto desvairado de soluço delirante
Que repousa
em meu pensamento apertado por correntes.
Paro,
penso, vejo sob minhas mãos claras
Os versos
tristes que estou a criar
Sensações
que deverão chegar
Que me farão
rir ou chorar...
Que darão
conta da poesia nova
Dos versos
vindos de um canto do coração
Que trazem
o conceito de minh'alma
Que traduz
minha emoção.
Paradigma
eloqüente
Fiz eu
neste momento
Em que me
encontro assaz impotente
Escondendo-me
do que faz dor e sofrimento.
Acordada
agora estou
Infeliz
pelo realce da melancolia
Que me
assombra o espírito cansado
Que me
irrequieta e me inebria
Volto aos
panos
Aos
travesseiros, enfim
Àqueles
que me escutam e me aconchegam
E estão
sempre perto de mim
Rolo de um
lado para o outro
Não
consigo encontrar o meu eu
Perdido no
vazio deste quarto
Tentando
achar os braços de Morfeu
Das fontes
do desejo
Do amor
como um lindo véu
Daqueles
que são trazidos
Pelos anjos
lá do céu...
Me encobre
e me agiganta
Me encoraja
e me amansa
Me esquenta
e me balança
Me traduz e
me faz criança
Sonhos,
onde estão vocês?
Escondendo-se...
por que?
Já não
basta meu soluço, meu pranto?
Voltem e me
ajudem a crescer...
Cuando tu non estás
