Uma corrida ao equilíbrio.


Adolpho J. Machado
22.02.2003


Minha filha esteve em casa ha umas duas semanas; Veio a São Paulo a serviço, e ficou hospedada num hotel do centro...
...Deixou meu neto aqui em casa antes de ir para o hotel.
Para vir até aqui, já de volta do hotel, tomou um táxi e notou que o motorista estava aparentemente triste...
.Então ela lhe perguntou se a corrida não lhe seria interessante...
-Resposta: Não minha senhora, eu ando triste mesmo, pois, a prefeitura me fez mudar de local e estou ficando fora do meu ponto, tendo prejuízo com isso...
...Além disso, disse-lhe ele, tenho sentido muita tristeza nos últimos dois anos, depois da morte da minha mulher. Eu chorava muito, mas, agora não tenho chorado mais, porém, sinto muito a falta dela! Só a tive na minha vida. Estivemos casados durante 27 anos e éramos muito felizes. Estou com 59 anos e residindo com meu filho atualmente.
Assim que o táxi chegou aqui, disse-lhe: Meu senhor desculpe-me, mas, sua mulher não deve estar muito bem onde está, pois, faz muito mal a ela, toda essa sua tristeza. Procure refazer sua vida...
O taxista ficou ouvindo atentamente e respondeu: Será que conseguirei ser feliz novamente, minha Senhora? A expressão dele já era bem outra. Porque não, meu Senhor? O Sr. merece continuar a ser feliz. Claro!
Ao ouvir tudo isso, perguntei à minha filha: Você sabe que dia é hoje, filha? : 13 de fevereiro e hoje está fazendo 48 anos que eu e sua mãe nos casamos!
Orgulho-me dos meus filhos - todos eles - por essa facilidade que têm para se comunicarem e, quando necessário, transmitir palavras de apoio e incentivo às pessoas que, delas necessitem!




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